
Não há dúvidas que a situação do trabalho formal cresceu muito no Brasil nos últimos oito anos, beneficiando, especialmente, trabalhadores das classes mais baixas ou com menor nível de escolaridade. Foram mais de 13 milhões de empregos gerados com carteira de trabalho assinada. Atualmente, a população ocupada chega a 53,7% do total da população em idade ativa no país. Os índices são comemorados pelo movimento sindical, no entanto, há que estar atento também ao outro lado desta moeda - os empregos informais, ainda existentes em número significativo no Brasil.
Para tanto, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos socioeconômicos (DIEESE) é encarregado de acompanhar estatisticamente o tema.
Desde longa data o DIEESE desenvolveu metodologia própria para aferir as taxas de desemprego brasileiras, criando, na década de 1980, a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED). Com apoio do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), o resultado tem sido um testemunho da preocupação com os problemas advindos de uma estrutura ocupacional que se constituiu e desenvolveu nos marcos da heterogeneidade.
O objetivo principal da PED é registrar e aferir essa diversidade, apresentando o complexo leque ocupacional presente em situações fronteiriças entre ocupação, desemprego e inatividade. No artigo que segue, é possível observar as evidências empíricas captadas pela Pesquisa ao longo da última década, de forma a evidenciar a magnitude da informalidade nas regiões metropolitanas brasileiras – ainda um problema de grandes dimensões.
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