
Em reunião com o sindicato patronal (Sinepe/RS) na tarde desta terça, 25, a FeteeSul, representando os sindicatos de professores e técnicos administrativos filiados, formalizaram o pedido de antecipação da negociação coletiva 2012. A iniciativa tem como base as boas perspectivas econômicas apresentadas pelo Dieese e devido ao entendimento dos sindicatos de que o final do ano é o momento mais adequado para a definição de pautas comuns às categorias de professores e funcionários, como a do reajuste salarial.
Professores e funcionários também propuseram que a negociação aconteça em duas mesas: uma para a Educação Básica outra para a Educação Superior, para que se possa tratar melhor as respectivas lógicas e especificidades de cada um desses universos. Luiz Gambim, presidente da Fetee-Sul, reforçou o pedido de uma sinalização ao Sinepe sobre essa possibilidade, o que ficou dependente da próxima assembleia dos estabelecimentos de ensino, a realizar-se no início de novembro.
Uma pauta preliminar já havia sido enviada pela Federação ao Sinepe/RS no início de outubro, juntamente com um DVD sobre possíveis cenários econômicos nacionais para 2012, com destaque para o aumento real, o trabalho extraclasse, a limitação de alunos por turma e o calendário escolar. Agora, as reivindicações foram melhor definidas e detalhadas, sendo que a determinação de ganho real novamente deverá ser a ênfase da Campanha Salarial 2012, junto com a regularização e remuneração das atividades extraclasses.
O presidente do Sinepe/RS, Osvino Toillier, bem como outros representantes da entidade, informaram que não têm uma posição definida sobre o assunto, nem quanto à antecipação das negociações, nem sobre as negociações em mesas distintas quanto à Educação Básica e ao Ensino Superior, mas que uma assembleia será convocada na próxima semana para avaliação deliberação,e uma posição será comunicada após o dia 8 de novembro. O Sinepe está realizando encontros regionalizados com os estabelecimentos de ensino filiados e o presidente Osvino Toillier destacou a dificuldade de se retirar a negociação do tradicional período, de março em diante, quando as escolas têm um quadro mais definido e definitivo de sua realidade quanto a matrículas e mensalidades. Os representantes sindicais de professores e funcionários destacaram a importância de se conceber os recursos demandados pelo público dos estabelecimentos de ensino com ganhos salariais, política de mensalidades e mesmo de crescimento das instituições como investimento e não custos e que a antecipação visa a inclusão dessas questões centrais aos interesses dos trabalhadores no planejamento das escolas.