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Sinpro encerra atividades do ano com Assembleia Geral

Publicada em 21/12/2017.

Os professores do ensino privado de Ijuí participaram, na última terça-feira, da Assembleia Geral Ordinária realizada pelo Sinpro-Noroeste em sua sede. Foram discutidos temas como a organização financeira do sindicato e projeção orçamentária para 2018, além de outros assuntos de interesse da categoria.

Inicialmente, o coordenador-geral do Sinpro, Valdir Kinn, fez uma análise de conjuntura sobre os efeitos da reforma trabalhista no ensino privado. Segundo ele, além de as regras já terem surtido efeitos negativos, como comprovam as demissões em massa ocorridas em universidade de todo o País, as novas regras têm cumprido sua missão de desmantelar grande parte das entidades sindicais, ferramentas até então centrais na luta pelos direitos dos trabalhadores no País.

A análise abriu caminho para a apresentação do estudo ‘Sustentabilidade financeira das entidades sindicais’, que trouxe perspectivas para a manutenção da estrutura dos sindicatos. “No caso dos professores, grande parte dos salários e direitos que recebemos não vem da CLT, mas sim da convenção coletiva, um instrumento que o sindicato precisa negociar longamente todos os anos. Isso comprova que as entidades sindicais são ferramentas imprescindíveis para a defesa e o avanço dos direitos dos trabalhadores”, pontuou o coordenador.

Diante deste cenário, a tônica das intervenções feitas na Assembleia foi de que será preciso investir pesado nas negociações para uma nova convenção coletiva, já que a nova legislação trabalhista impõe a regra do ‘negociado sobre o legislado’, fazendo com que as regras acordadas junto às entidades patronais prevaleça sobre a lei.

Por fim, a Assembleia aprovou o plano político-financeiro 2018 do Sinpro-Noroeste, que, em suma, prevê a manutenção de todas as políticas que norteiam a atuação do sindicato. Para isso, porém, será preciso muita mobilização da categoria, que também terá de aguardar o desfecho das negociações do próximo ano para que todas as políticas sejam implementadas.

Ainda conforme o coordenador-geral do Sinpro, a entidade está se reorganizando para os enfrentamentos que terá em 2018, em especial o processo de negociação com as entidades patronais e as mobilizações contra novos ataques aos direitos dos trabalhadores, como a reforma da Previdência.