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Sindicatos participam de primeira rodada de negociação coletiva

Publicada em 16/03/2018.

O Sinpro-Noroeste, que representa os professores de escolas e universidades privadas de Ijuí, participou nesta semana da primeira rodada de negociações com o Sinepe/RS, entidade que representa as instituições de ensino, para a composição da nova convenção coletiva de trabalho dos trabalhadores que, entre outras questões, definirá o reajuste salarial da categoria neste ano.

As negociações ocorrem em Porto Alegre, em conjunto com demais sindicatos de trabalhadores ligados à FeteeSul. Assim como tem ocorrido nos últimos anos, as reuniões são separadas por câmaras, que discutem os itens das convenções da educação básica e da educação superior.

Para o Ensino Básico, o Sinpro e os demais sindicatos levaram ao encontro quatro questões principais: reajuste salarial de 5%, aproximação de valores hora-aula entre professores de anos iniciais e finais, definições sobre as atividades extraclasse, e novos regramentos para atendimento de alunos com deficiência. Segundo a diretoria do Sinpro Vera Daltrozzo, que participou do encontro, apesar do tom amigável do diálogo entre as partes, a representação patronal colocou entraves nos itens solicitados, principalmente no que se refere ao reajuste salarial. Os trabalhadores pedem 5% de reposição, baseados no aumento médio de 7% nas mensalidades cobradas pelas escolas neste ano.

Na câmara da Educação Superior, a estratégia adotada pelo Sinpro foi a de realizar um debate mais propositivo com o Sinepe/RS. Um dos temas abordados foi a limitação do número de alunos por turma nas universidades, visto que há casos em que turmas presenciais chegam a contar com até 120 alunos, o que, segundo os sindicatos, sobrecarrega os professores e derruba a qualidade do ensino.

Coordenador-geral do Sinpro, o professor Valdir Kinn esteve na reunião negocial e citou, ainda, a discussão acerca do despedimento de professores. A proposição é de que, em caso de demissões em massa, os sindicatos possam participar da mediação do processo, de maneira a garantir os direitos assegurados aos professores. Outra proposta é de que as instituições de ensino façam demissões logo após o término do ano letivo, dando tempo e oportunidade para que os docentes possam se recolocar no mercado de trabalho.

As reuniões de negociação entre os sindicatos e o Sinepe/RS devem prosseguir ao longo do mês de março, até o fechamento dos itens que vão compor a nova convenção coletiva dos professores do ensino privado.