\\ INFORMAÇÃO \ notícias

Dia do Trabalhador: contra o retrocesso, a união!

Publicada em 01/05/2018.

Neste 1° de maio, trabalhadores e trabalhadoras do mundo todo celebram seu dia. Estabelecida oficialmente no Brasil em 1925, a data remete ao dia histórico de início de uma série de mobilizações ocorridas em Chicago, nos Estados Unidos, em 1886, quando cerca de 5 mil movimentos grevistas reuniram 340 mil trabalhadores na cidade.

A principal reivindicação à época era a redução da jornada de trabalho diária de 16 para 8 horas.

Embora tenha avançado significativamente ao longo de mais de um século, o mundo do trabalho atual segue sendo regido por uma série de iniquidades, que sujeitam o trabalhador à lei da oferta e da procura, como se a atividade laboral fosse um produto qualquer, precificado pelo mercado.

No Brasil de 2018, estas injustiças têm nome e sobrenome: reforma trabalhista. Será o primeiro ano no qual celebraremos o dia do trabalhador sob a égide de uma lei retrógrada e que limita nossos direitos. Maior prova disso é a redução das reclamatórias trabalhistas desde a entrada da nova lei em vigor, em novembro de 2017, período no qual foram registradas 44% menos ações em relação ao ano passado. Ingenuidade pensar que a relação entre trabalhadores e patrões se pacificou repentinamente, e que as irregularidades no relacionamento capital-trabalho vão acabar. O que ocorre, na verdade, é o receio por parte dos trabalhadores em razão da imensa insegurança jurídica causada pela reforma trabalhista, cujo objetivo primordial foi, justamente, impedir que o trabalhador tenha amplo acesso à Justiça para exigir seus direitos.

Apesar deste cenário de retrocesso, uma ferramenta importante está à mão da classe trabalhadora: os sindicatos. O ataque direto às entidades sindicais fortes e representativas, também imposto pela reforma, jamais sufocará a força da luta conjunta contra a retirada de direitos e contra os avanços que conquistamos a duras penas.

Neste dia, que não é de festa, mas sim de reflexão, é importante que cada trabalhador perceba a presença constante de uma luta de classes transfigurada, que apesar de seus tons de modernidade, ainda coloca em lados bem opostos exploradores e explorados. O trabalho tem muito valor, e é por este reconhecimento que devemos lutar sempre.