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Sinpro completa 34 anos na defesa da valorização da educação

Em assembleia de professores da Fidene, em 2001, os professores Remi Schorn, coorrdenador-geral do Sinpro, e Valdir Kinn, diretor da entidade, falavam sobre a valorização salarial
Em assembleia de professores da Fidene, em 2001, os professores Remi Schorn, coorrdenador-geral do Sinpro, e Valdir Kinn, diretor da entidade, falavam sobre a valorização salarial
Publicada em 24/08/2018.

Neste sábado, 25 de agosto, o Sinpro-Noroeste completa 34 anos de fundação. Criado ainda durante o regime militar, em 1984, o sindicato surgiu em meio à necessidade de maior representatividade aos professores do ensino privado local que, à época, tinham seus interesses pouco valorizados pelo Sinpro/RS, entidade sediada em Porto Alegre.

Sob este prisma, a carta sindical foi conferida ao Sinpro-Noroeste em 1986, legitimando a entidade responsável por representar os professores da rede privada de Ijuí, desde escolas de educação infantil e de idiomas, até trabalhadores de escolas de ensino fundamental e médio, e de universidades do município.

Nomes como Eliezer Pacheco, primeiro presidente do Sinpro-Noroeste, e Dinarte Belato, que participou ativamente do processo de fundação do sindicato, marcaram uma história repleta de lutas e conquistas pelos direitos dos trabalhadores.

Em mais de três décadas de atuação, o entendimento sobre o que é, de fato, valorizar o trabalhador da educação evoluiu. “Temos feito um esforço para atuar além das questões das corporativas, transformando o Sinpro em um espaço de incentivo à cultura, e que também funciona como estímulo à organização dos movimentos sociais”, observa o coordenador-geral do Sinpro-Noroeste, Valdir Kinn.

Em 2002, sindicato já lutava contra os retrocessos na CLT

A história do sindicato também é forjada pela luta constante contra os retrocessos nas relações de trabalho. O mais recente deles é a validação da reforma trabalhista que, em seu conjunto de regramentos, formalizou dispositivos de clara precarização e desvalorização do trabalho no País.

Um destes aspectos, conforme o professor Valdir Kinn, é a intenção da reforma de inviabilizar economicamente os sindicatos de trabalhadores, através do fim da contribuição sindical. No caso do Sinpro, embora a manutenção financeira ocorra por meio dos associados, a atuação do sindicato beneficia toda a categoria. “São 34 anos na defesa dos interesses dos trabalhadores na educação, sem abrir a mão da perspectiva de que os sindicatos devem atuar visando o conjunto dos trabalhadores”, defende o coordenador-geral.

Em um momento no qual os sindicatos precisam se reinventar, o Sinpro atua para se tornar cada vez mais relevante na mediação das relações de trabalho, tendo como base o avanço e a defesa dos direitos dos trabalhadores.